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riscos_e_rabiscos

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Escolhe O Bem.

Escolhe amar

em vez de odiar.

Escolhe rir

em vez de chorar.

Escolhe criar

em vez de destruir.

Escolhe perseverar

em vez de renunciar.

Escolhe louvar

em vez de criticar.

Escolhe curar

em vez de ferir.

Ecolhe actuar

em vez de adiar.

Escolhe viver

em vez de morrer.

 

Encontrei este poema num postal que me foi dado pelas manas. Acho que estão aqui implícitos ensinamentos que nos podem fazer reflectir acerca da nossa conduta em relação a nós e aos outros. Em tempos de menos alento, umas palavras de consolo trazem-nos sempre borrifos de energia positiva.

 

Ano Vai, Ano Vem.

Reflecting About Life in a Tree

 

Mais um ano entrou mas eu tenho a sensação de ter ficado lá atrás, com o ano velho.

Foi um ano especialmente duro, tendo findado no pior Natal e Fim de Ano de que alguma vez me lembro na minha vida.

Digamos que os últimos quinze dias do ano foram como um teste de capacidade de resistência nerval e cardíaca.

 

Gostava que as coisas más tivessem ficado lá atrás, trancadas a sete chaves no Ano Velho. Que houvesse uma espécie de portal por onde só passasse aquilo a que nós déssemos permissão.

 

Como se não bastassem estes problemas todos a mordiscarem-me quase de minuto a minuto – para eu me lembrar de não me esquecer deles – ainda tive a diabíssima mana “boss” do convento à perna por causa de burocracia que ELA deixou pendurada. Lá andei eu feita maluca a tratar de tudo às pressas. Benditos computadores, internet e emails. Abençoado sejam os inventores destes que me pouparam imenso tempo.

 

Como se tudo isto não bastasse, ainda fui obrigada convidada a fazer uma formação, no colégio, que consiste numa única sessão presencial e mais… SEIS semanas de formação online.

Por acaso até nem tenho mais nada para fazer. Mas é só mesmo por acaso. E até me deu jeito para eu ter mais uma catadupa de coisas para fazer e me esquecer que existe vida para além do trabalho. Penso eu, mas já nem tenho a certeza. Esclareçam-me.

 

Resumindo, comecei o ano sem qualquer réstia de ânimo, esperança ou coragem. Sinto-me meio “depré” e com vontade de me refugiar num buraquinho qualquer.

 

 

Palavras (com)Sentidas

 

Faz-me impressão aquelas pessoas que só olham para o seu próprio umbigo. Que só têm olhos para si mesmos sem, no entanto, se conseguirem ver.

Julgam-se donos da verdade. Que a sua verdade é a que impera, não aceitando opiniões ou conselhos dos outros. Desdenhando as palavras de quem observa de fora. Não sei se por teimosia ou ridícula obstinação.

 

O mundo não gira em volta de nós. Não. Nós somos meras partículas que, conjuntamente, povoamos este mundo. Faz parte do nosso crescimento, enquanto seres humanos e enquanto pessoas, ouvir e partilhar ideias, pensamentos e opiniões.

 

A vida não é fácil e as suas dificuldades surgem-nos abruptamente nos variados caminhos que escolhemos. Acredito que são estas dificuldades e a sua superação que nos trazem maturidade e inteligência para gerir os nossos problemas, os nossos conflitos. Estas são duas armas que nos fazem sair vencedores desta luta quotidiana.

 

Vivemos num mundo em que o egoísmo vigora cada vez mais. Valores como o altruísmo estão quase em extinção, embora muitos bradem aos ventos o seu pseudo-altruismo. Isto apenas reflecte a imagem distorcida que, muitos de nós, têm de si mesmos.

 

Para os nossos problemas findarem, temos que resolver as nossas questões internas primeiro. Há que nos analisarmos, reflectirmos sobre as nossas práticas – que nos afectam a nós e aos que nos rodeiam – e tomarmos decisões acerca daquilo que pode ser melhorado em nós. Não nos abstenhamos de pedir opiniões a outros sobre quem somos. Não é dar parte de fraco. Não tenhamos preconceitos em ouvir e aceitar as opiniões dos outros: são eles que estão distantes e que conseguem ver com clareza o que está menos bem em nós.

 

Não esqueçamos que os nossos actos têm consequência naqueles que nos rodeiam. Na maioria das vezes, os problemas residem em nós e não nos outros. Os conflitos estão do lado de cá e não do lado de lá da fronteira. Não atribuamos culpas ao que as não tem.

As tensões e as preocupações do dia-a-dia têm a capacidade de nos toldarem o nosso poder de raciocínio. Mas nós temos obrigação de ser mais astutos e conseguir ludibriar estes obstáculos. É preciso segurar os nossos ímpetos, ser tolerante para ser tolerado. As forças não estão contra nós: nós é que lhe virámos a direcção!

 

Tentemos ser pessoas melhores: ter a capacidade de ouvir quem nos quer bem, agir com prudência e tolerância, enfrentar os obstáculos com inteligência e frieza e não culpabilizar os outros pelo que está mal em nós!